Como sugere o CEO Ian Cunha, o custo da complexidade é um dos maiores sabotadores de eficiência em empresas que crescem. Ian Cunha costuma tratar simplificação como decisão estratégica, porque complexidade não apenas atrasa entregas, ela consome energia mental, aumenta retrabalho e reduz qualidade média. A complexidade surge de forma silenciosa.
Eficiência surge quando a organização reduz atrito, encurta caminhos e reforça o essencial. Se você sente que sua empresa está sempre ocupada, mas avançando menos do que deveria, continue a leitura e veja por que simplificar não é fazer menos, é fazer melhor.
Quando a empresa confunde movimento com progresso?
A primeira consequência da complexidade é a ilusão de produtividade. A equipe participa de reuniões, responde mensagens, atualiza relatórios e “faz acontecer”. Contudo, o impacto real no resultado não acompanha o volume de atividade. À luz de uma leitura mais objetiva, isso acontece porque a complexidade cria dispersão: muita energia se perde em coordenação e pouca energia chega à execução.

O custo mais caro da complexidade é a fragmentação da atenção. Quando tudo é prioridade, nada é prioridade. Como resultado, a empresa acelera em várias direções e não ganha velocidade real em nenhuma. A eficiência cai mesmo com aumento de esforço.
Retrabalho como imposto invisível
A complexidade também aumenta retrabalho. Processos confusos geram decisões inconsistentes. Decisões inconsistentes geram entregas desalinhadas. Entregas desalinhadas geram correções, ajustes e recomeços. A empresa paga várias vezes pelo mesmo trabalho, sem perceber que o problema não está nas pessoas, e sim no desenho do sistema.
Como pontua o fundador Ian Cunha, o retrabalho costuma ser interpretado como falta de comprometimento, quando na verdade é falta de clareza. Dessa forma, líderes cobram mais, criam mais controles e aumentam ainda mais a complexidade. Isso produz um ciclo: a empresa tenta resolver complexidade com mais complexidade.
Simplificar aumenta eficiência: Clareza de decisão reduz custo mental
Quando a empresa simplifica, ela reduz custo mental. As pessoas passam a entender o que importa, o que vem primeiro e o que significa feito. De acordo com uma cultura de execução madura, isso diminui a ansiedade e aumenta autonomia, porque o time não precisa perguntar tudo, nem renegociar critérios para cada tarefa.
Como considera o CEO Ian Cunha, eficiência é consequência de decisões claras e repetíveis. Quando os critérios são explícitos, a organização trabalha com mais estabilidade. Como resultado, a qualidade aumenta, pois a equipe concentra energia em entregar bem, e não em interpretar o que deveria ser entregue.
O custo da complexidade: Velocidade aparente, lentidão real
Outro efeito da complexidade é a falsa sensação de velocidade. A empresa corre, mas demora. As decisões ficam mais lentas porque envolvem mais pessoas, mais etapas e mais aprovações. A comunicação se torna pesada, e o time passa a operar com medo de errar. Simplificação reduz dependências e encurta ciclos.
Simplificar é proteger o ritmo. Ritmo é cadência de execução. Quando há ritmo, a empresa decide, entrega e ajusta com mais previsibilidade. Simplificação aumenta eficiência porque reduz a distância entre intenção e entrega.
Por que o essencial precisa ser defendido?
Simplificar não acontece por acaso. É uma escolha de liderança, pois sempre haverá pressão para adicionar mais: mais métricas, mais ferramentas, mais projetos, mais exceções. Para essa finalidade, a empresa precisa defender o essencial e cortar o que não move resultado.
Como conclui o superintendente geral Ian Cunha, simplificação é um tipo de disciplina organizacional. Ela impede que o crescimento vire caos e que a operação vire um labirinto. O custo da complexidade é alto porque rouba atenção, aumenta retrabalho, diminui qualidade e desacelera decisões. Simplificar aumenta eficiência ao reduzir ruído e fortalecer consistência, criando um sistema que entrega mais com menos desgaste.
Autor: Lior Amarin
