Paulo Roberto Gomes Fernandes presenciou a Liderroll na International Pipelines Conference, em Calgary, como um movimento de consolidação internacional em um dos fóruns mais relevantes da engenharia dutoviária. A IPC, tradicionalmente reconhecida por reunir operadores, projetistas, fabricantes e centros de pesquisa, funcionou como vitrine técnica para soluções voltadas à suportação e ao lançamento de dutos em ambientes complexos.
A dimensão do evento, apoiado pelo International Petroleum Technology Institute, na divisão de Pipeline Systems da ASME, reforçou a importância estratégica da conferência para empresas que buscam inserção em projetos de grande escala. Ao integrar esse ambiente, a Liderroll ampliou sua exposição diante de públicos altamente especializados, interessados em soluções que combinem desempenho estrutural, segurança e viabilidade construtiva.
Interesse internacional e diálogo com grandes operadores
A circulação de profissionais e empresas de diferentes continentes favoreceu contatos com operadores envolvidos em empreendimentos de alta complexidade. Entre os interlocutores esteve a canadense Enbridge, responsável pelo planejamento da Linha 5, projeto que prevê um túnel de aproximadamente oito quilômetros atravessando região montanhosa, com duas tubulações de 24 polegadas. Conforme apresenta Paulo Roberto Gomes Fernandes, o licenciamento ambiental encontra-se em fase final de análise, etapa decisiva para o avanço do cronograma.
Entretanto, o interesse não se limitou ao mercado canadense. A presença da ILF, representada por seu diretor de pipelines, Tobias Walk, abriu espaço para conversas técnicas sobre projetos multilaterais e obras subterrâneas em diferentes regiões. Na avaliação de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a possibilidade de aplicar tecnologias brasileiras em contextos tão distintos demonstra a versatilidade dos sistemas desenvolvidos e sua adequação a cenários geologicamente desafiadores.
Projetos multilaterais e túneis de grande extensão no radar
Os diálogos estabelecidos na conferência envolveram empreendimentos de alcance internacional, como o gasoduto TAPI, que conecta Turcomenistão, Afeganistão, Paquistão e Índia. Além disso, discutiram-se obras previstas para a Arábia Saudita, incluindo um túnel de 13 quilômetros, e um projeto de transporte de água na Jordânia, que prevê a travessia de cinco quilômetros entre o Mar Vermelho e o Mar Morto. Ainda assim, estudos em andamento no Canadá e no Alasca, voltados ao escoamento de gás e petróleo para refinarias no Texas, também fizeram parte das conversas.
A amplitude geográfica desses projetos evidencia um cenário no qual soluções para lançamento de dutos em túneis de pequeno diâmetro e ambientes confinados tornam-se diferenciais competitivos. De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a engenharia aplicada precisa considerar variáveis ambientais, limitações logísticas e requisitos regulatórios específicos de cada país, o que demanda adaptação técnica e capacidade de customização.

Convergência de agendas e articulação global
Enquanto a equipe técnica da Liderroll mantinha reuniões no Canadá, Paulo Roberto Gomes Fernandes participava, no Rio de Janeiro, de encontro com executivos da Saudi Aramco, ampliando a articulação internacional em paralelo à conferência. Essa simultaneidade de agendas indica um momento de convergência técnica entre diferentes mercados, em que operadores buscam soluções capazes de reduzir riscos construtivos e otimizar cronogramas.
Contudo, a cultura corporativa da empresa mantém políticas rígidas de confidencialidade, especialmente em negociações envolvendo grandes operadores. Ainda assim, a presença na IPC e os contatos estabelecidos sugerem um ambiente favorável à cooperação técnica e à expansão comercial. Sob a perspectiva de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a participação em eventos desse porte fortalece a credibilidade institucional e posiciona a engenharia brasileira como alternativa viável em projetos de infraestrutura dutoviária de alto nível.
Consolidação no mercado norte-americano e novas perspectivas
A exposição internacional proporcionada pela conferência contribuiu para reforçar o papel da Liderroll como desenvolvedora de soluções específicas para túneis, travessias especiais e regiões de geologia complexa. Logo, a recepção positiva do público técnico e o interesse de operadores globais apontam para a abertura de oportunidades na América do Norte, mercado historicamente competitivo e exigente.
Por fim, a inserção consistente em fóruns internacionais amplia a percepção de capacidade técnica e consolida a empresa em circuitos decisórios relevantes. Paulo Roberto Gomes Fernandes examina esse movimento como parte de uma estratégia de longo prazo, na qual presença institucional, diálogo técnico e participação em eventos de referência funcionam como vetores de expansão sustentável.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
