O empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, expressa que as transformações tecnológicas, sociais e econômicas das últimas décadas vêm alterando de forma significativa o perfil de competências exigidas no mercado de trabalho. Automatização, digitalização e novos modelos produtivos redefinem funções, criam novas ocupações e exigem dos profissionais capacidade constante de adaptação. Nesse contexto, a educação assume papel estratégico ao preparar estudantes para um futuro marcado pela mudança contínua.
Preparar para o futuro do trabalho exige que a educação vá além da transmissão de conteúdos e foque no desenvolvimento de competências que sustentem aprendizagem ao longo da vida. Leia para saber mais sobre o assunto!
O que mudou na relação entre educação e trabalho?
Durante muito tempo, a educação foi organizada a partir de uma lógica de formação linear: estudar, ingressar no mercado e exercer uma profissão relativamente estável. Esse modelo, como informa Sergio Bento de Araujo, vem sendo gradualmente substituído por trajetórias mais dinâmicas, em que atualização constante e requalificação tornam-se requisitos permanentes.

Para os sistemas educacionais, isso implica repensar objetivos formativos. Não se trata apenas de preparar para ocupações específicas, mas de desenvolver capacidades que permitam ao indivíduo lidar com contextos novos, tecnologias emergentes e demandas profissionais ainda desconhecidas.
Competências técnicas e socioemocionais
O debate sobre competências para o futuro do trabalho costuma destacar dois grandes eixos complementares. O primeiro envolve competências técnicas, como alfabetização digital, uso de tecnologias, raciocínio lógico e domínio de ferramentas específicas de cada área. O segundo eixo diz respeito às competências socioemocionais, que incluem comunicação, colaboração, autonomia, responsabilidade e capacidade de resolver problemas complexos.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) incorpora essa visão ao definir competências gerais que devem orientar o currículo da educação básica. Essas competências reforçam a importância de uma formação integral, que articule conhecimentos, habilidades, atitudes e valores.
Aprendizagem contínua como princípio educacional
Outro aspecto fundamental é a aprendizagem contínua, ressalta Sergio Bento de Araujo. A velocidade das mudanças tecnológicas reduz a validade de conhecimentos adquiridos em um único momento da vida. Assim, aprender a aprender torna-se uma competência estratégica.
No âmbito educacional, isso significa estimular curiosidade, autonomia intelectual e capacidade de buscar novos conhecimentos. A educação básica precisa criar bases sólidas para essa postura, preparando os estudantes para trajetórias profissionais não lineares e para processos constantes de atualização.
Liderança, colaboração e trabalho em equipe
O futuro do trabalho também exige habilidades relacionadas à convivência e à atuação coletiva. Liderança, colaboração e empatia são competências cada vez mais valorizadas em ambientes organizacionais complexos e multidisciplinares, evidencia o empresário especialista em educação Sergio Bento de Araujo.
A escola pode contribuir para esse desenvolvimento ao incentivar atividades colaborativas, projetos em grupo e práticas que promovam escuta, negociação e responsabilidade compartilhada. Essas experiências ajudam a formar profissionais capazes de atuar em equipes diversas e de assumir papéis de liderança de forma ética e responsável.
Tecnologia como meio, não como fim
A tecnologia é elemento transversal no desenvolvimento de competências para o futuro do trabalho. No entanto, seu papel deve ser compreendido como meio para potencializar aprendizagens, e não como objetivo isolado.
O uso pedagógico de recursos digitais, ambientes virtuais e plataformas educacionais pode apoiar o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais, desde que integrado ao currículo e às práticas docentes. Organismos como a OCDE reforçam que a tecnologia só gera impacto positivo quando associada a objetivos educacionais claros e a estratégias pedagógicas consistentes.
Competências como base do desenvolvimento social e econômico
Ao final, desenvolver competências para o futuro do trabalho não significa atender apenas às demandas do mercado, mas contribuir para o desenvolvimento social e econômico do país. Profissionais mais preparados, críticos e adaptáveis tendem a participar de forma mais ativa da sociedade e a contribuir para a inovação e a produtividade.
Sergio Bento de Araujo resume dessa maneira que a educação orientada ao desenvolvimento de competências é um investimento estratégico de longo prazo, capaz de preparar indivíduos para um mundo do trabalho em constante transformação e de fortalecer a educação como pilar do desenvolvimento sustentável.
Autor: Lior Amarin
