A economia em alerta ganhou um novo capítulo em março de 2025, quando a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revisou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A entidade reduziu o crescimento esperado de 2,3% para 2,1% em 2025 e de 1,9% para 1,4% em 2026, sinalizando um cenário mais desafiador à frente. Esse ajuste reflete o impacto das políticas protecionistas de Donald Trump, especialmente as tarifas sobre aço e alumínio exportados para os Estados Unidos. A economia em alerta no Brasil agora enfrenta um duplo golpe: inflação persistente e a possibilidade de juros ainda mais altos. Publicado às vésperas de uma decisão do Banco Central sobre a taxa Selic, o relatório da OCDE acende um sinal de cautela. Vamos entender como esses fatores estão moldando o futuro econômico do país.
O principal gatilho para a economia em alerta, segundo a OCDE, é o efeito das tarifas impostas por Trump, que assumiu a presidência dos EUA em janeiro de 2025. Essas medidas restritivas afetam diretamente as exportações brasileiras, limitando a demanda global por produtos como aço e alumínio, setores-chave para o PIB nacional. A economia em alerta sente o peso de um crescimento global mais fraco, projetado em 3,1% para 2025 e 3% para 2026, números inferiores aos estimados antes da posse de Trump. Esse cenário externo reduz as perspectivas de recuperação econômica no Brasil, que já lida com desafios internos como inflação acima da meta. A OCDE prevê que a economia em alerta terá menos fôlego nos próximos anos, exigindo ajustes urgentes.
A inflação é outro fator que mantém a economia em alerta no Brasil, com projeções preocupantes da OCDE. A entidade estima que o índice chegue a 5,4% em 2025 e 5,3% em 2026, bem acima dos 4,4% registrados em 2024. Esse aumento está ligado tanto às tarifas americanas, que encarecem bens importados, quanto às pressões internas, como o custo de commodities e a desvalorização do real. A economia em alerta enfrenta um dilema: o Banco Central pode ser forçado a elevar a Selic ainda mais para conter a alta dos preços, o que frearia o crescimento. Em um momento em que o Copom se reúne para decidir os juros, a economia em alerta reflete a tensão entre estímulo e controle inflacionário.
A possibilidade de juros mais altos é um dos maiores alertas da OCDE para a economia em alerta no Brasil. Com a Selic já em patamares elevados, a organização sugere que o Banco Central pode acelerar o ritmo de altas se as tarifas de Trump intensificarem a inflação. Isso impactaria diretamente o crédito, encarecendo empréstimos para empresas e famílias, e desacelerando investimentos e consumo. A economia em alerta já sente os efeitos de uma política monetária restritiva, mas o cenário pode piorar se os EUA ampliarem o protecionismo a outros setores. Nesse contexto, a economia em alerta exige do governo e do BC uma resposta coordenada para evitar uma recessão mais profunda.
Apesar dos cortes nas projeções, a economia em alerta no Brasil ainda tem alguns pontos positivos, como o aumento dos salários reais, o maior entre os países analisados pela OCDE. Esse crescimento, porém, pode ser insuficiente para compensar os ventos contrários do cenário externo e interno. A economia em alerta também contrasta com vizinhos como a Argentina, que surpreendeu com previsões de crescimento de 5,7% em 2025 e 4,8% em 2026, impulsionada por ajustes fiscais. No Brasil, a economia em alerta sofre com a falta de espaço fiscal para estímulos, o que limita a capacidade de reação às pressões de Trump. A dependência de exportações torna o país mais vulnerável nesse novo ciclo global.
O impacto das políticas de Trump na economia em alerta vai além do Brasil, afetando o crescimento mundial. A OCDE alerta que uma guerra comercial mais ampla, com tarifas estendidas a outros produtos, poderia agravar a desaceleração global, puxando o PIB brasileiro ainda mais para baixo. A economia em alerta já vê sinais disso no México, que enfrenta projeções de contração de 1,3% em 2025 e 0,6% em 2026, devido à sua proximidade com os EUA. Para o Brasil, a economia em alerta significa menos demanda externa e mais pressão sobre o câmbio, com o real podendo se desvalorizar ainda mais. Esse cenário reforça a necessidade de diversificar mercados e reduzir a dependência de exportações específicas.
Internamente, a economia em alerta também reflete os desafios fiscais que o Brasil enfrenta. A OCDE destaca que o aperto monetário sozinho não será suficiente se o governo não controlar os gastos públicos, uma preocupação recorrente em 2025. A economia em alerta pode se complicar com a proximidade das eleições de 2026, quando a inflação alta e o crescimento fraco podem influenciar o humor dos eleitores. Medidas como subsídios ou aumentos de gastos, comuns em anos eleitorais, poderiam piorar a economia em alerta, forçando o Banco Central a adotar uma postura ainda mais dura. O equilíbrio entre política fiscal e monetária será crucial para navegar essa tempestade.
Por fim, a economia em alerta no Brasil, conforme o relatório da OCDE, é um chamado à ação em tempos incertos. As tarifas de Trump, a inflação persistente e a ameaça de juros mais altos criam um ambiente de cautela, mas também de oportunidades para ajustes estratégicos. A economia em alerta exige que o país reforce sua resiliência, buscando novos parceiros comerciais e fortalecendo a produção interna. Enquanto o mundo observa os desdobramentos da política americana, a economia em alerta no Brasil testa a capacidade de seus líderes de responder a crises globais. Em 2025, o futuro econômico está em jogo, e as decisões de hoje definirão o amanhã.
Autor: Luanve Urimkoilslag
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital