Globo Tribuna
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Politica
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Reading: Projeção na psicanálise: Taiza Tosatt Eleoterio explica como o que incomoda no outro pode falar sobre nós 
Compartilhar
Globo TribunaGlobo Tribuna
Font ResizerAa
  • Adventure
Search
  • Home
  • Brasil
  • Notícias
  • Politica
  • Tecnologia
  • Sobre Nós
Globo Tribuna > Blog > Notícias > Projeção na psicanálise: Taiza Tosatt Eleoterio explica como o que incomoda no outro pode falar sobre nós 
Notícias

Projeção na psicanálise: Taiza Tosatt Eleoterio explica como o que incomoda no outro pode falar sobre nós 

Marcus Bramdale
Marcus Bramdale 07/06/2024
Compartilhar
7 Min de leitura
Taiza Tosatt Eleoterio
Taiza Tosatt Eleoterio
Compartilhar

Como esclarece a psicanalista Taiza Tosatt Eleoterio, a projeção acontece quando a pessoa atribui ao outro sentimentos, intenções ou defeitos que não consegue reconhecer em si mesma. É um movimento comum e quase sempre inconsciente, que costuma aparecer em discussões, na convivência familiar e nas relações do dia a dia.  Na psicanálise familiar, olhar para esse mecanismo é uma forma de cuidar da saúde mental familiar, com menos acusações e mais escuta. Entender como a projeção funciona ajuda a perceber por que algumas conversas parecem sempre terminar do mesmo jeito e abre espaço para uma convivência mais honesta.

Contents
O que é projeção na psicanálise?Como a projeção aparece no dia a dia?Projeção no ambiente familiar: papéis que se repetemQuando a projeção pesa nos relacionamentosComo reconhecer a projeção em si mesmo sem se culpar?Olhar para dentro também é uma forma de cuidar das relações

O que é projeção na psicanálise?

Na psicanálise, a projeção é entendida como um mecanismo de defesa: uma forma de a mente se proteger de sentimentos, desejos ou características que causam desconforto quando reconhecidos. Em vez de admitir “isso está em mim”, a pessoa passa a enxergar o traço no outro. Quem se irrita com a impaciência alheia, por exemplo, pode estar lidando com a própria dificuldade de esperar, sem perceber.

Taiza Tosatt Eleoterio descreve que a projeção não é mentira nem má-fé, e sim um recurso inconsciente. Por isso, quem projeta costuma estar convencido de que apenas percebe algo real no outro, e é essa convicção que torna o fenômeno tão difícil de notar.

Como a projeção aparece no dia a dia?

A projeção está em situações simples. Alguém critica o colega por ser arrogante, mas tem dificuldade de lidar com a própria vaidade. Outra pessoa reclama que “todo mundo está contra ela” quando, no fundo, é ela quem está com raiva. Um pai impaciente repete que o filho “vive nervoso”. Em todos os casos, o sentimento que incomoda é colocado fora, onde parece mais fácil de lidar.

Alguns sinais ajudam a reconhecer o movimento: reações muito intensas diante de um comportamento específico dos outros, a sensação de que a mesma situação se repete em lugares diferentes e a certeza de que o problema está sempre na outra pessoa. Esses sinais não formam um diagnóstico e podem aparecer em qualquer um, em momentos de cansaço, medo ou tensão.

Projeção no ambiente familiar: papéis que se repetem

No ambiente familiar, a projeção costuma ganhar contornos duradouros. Uma família pode, sem perceber, atribuir a um de seus membros o papel de “o difícil”, “a emotiva” ou “o problema”, enquanto os demais se enxergam como equilibrados. Esse papel cumpre uma função: concentra em uma pessoa aquilo que o grupo tem dificuldade de reconhecer em si.

Taiza Tosatt Eleoterio detalha que, na psicanálise familiar, esses papéis são vistos como parte de um jogo de relações, e não como característica fixa de quem os recebe. Quando uma criança cresce ouvindo que “é a nervosa”, pode passar a agir e a acreditar assim, o que afeta sua autoestima e, a longo prazo, a saúde mental familiar. Olhar para o que o grupo projeta nela é um passo para aliviar esse peso.

Quando a projeção pesa nos relacionamentos

Nos relacionamentos, a projeção pode alimentar acusações repetidas e conversas que não avançam. Um dos lados passa a responsabilizar o outro por sentimentos que são seus, como insegurança, ciúme ou raiva, e o diálogo se transforma em defesa e contra-ataque. Em um relacionamento tóxico, esse movimento tende a se intensificar, porque ambos podem se sentir injustiçados e incompreendidos, sem espaço para olhar para o que sentem.

Taiza Tosatt Eleoterio nota que a projeção, por si só, não indica um relacionamento abusivo. Ela é comum, aparece também em relações saudáveis e pode ser trabalhada com conversa e autoconhecimento. Quando existem medo, ameaças ou tentativas de controle, a situação é outra e merece acolhimento e orientação profissional, e não uma tentativa de resolver tudo sozinha.

Como reconhecer a projeção em si mesmo sem se culpar?

Reconhecer a projeção em si exige curiosidade, e não autocrítica. Uma pergunta simples pode ajudar: “o que, em mim, essa situação toca?”. Outras também funcionam: o que me irrita tanto nessa pessoa? Já senti algo parecido? Em que momento da vida aprendi a não aceitar esse sentimento?

Taiza Tosatt Eleoterio lembra que reconhecer a projeção é um processo gradual e que ninguém precisa se culpar por ter feito isso durante anos, pois se trata de um mecanismo humano. Conversar com alguém de confiança, escrever sobre o que sente e buscar acompanhamento psicanalítico podem ajudar a organizar o que vem à tona e a falar de si com mais clareza.

Olhar para dentro também é uma forma de cuidar das relações

Em síntese, a projeção é um recurso comum da mente para lidar com o que incomoda, e reconhecê-la melhora a convivência em casa, no trabalho e nas relações afetivas. Quando cada pessoa assume o que sente, em vez de atribuir ao outro, a conversa fica mais honesta e as relações ganham espaço para o respeito.

Olhar para dentro com curiosidade e sem culpa é um gesto de cuidado consigo e com quem convive. Taiza Tosatt Eleoterio observa que esse movimento fortalece a autoestima, favorece o diálogo e contribui para um ambiente familiar mais acolhedor, em que cada integrante pode ser quem é, sem carregar o que não lhe pertence.

Tag:O que aconteceu com Taiza Tosatt EleoterioPsicanalista Taiza Tosatt EleoterioQuem é Taiza Tosatt EleoterioTaiza EleoterioTaiza TosattTaiza Tosatt EleoterioTudos sobre Taiza Tosatt Eleoterio
Compartilhe este arquivo
Facebook Twitter Email Print

Veja Também

Pessoa conecta um carro elétrico a uma estação de recarga ao ar livre.
Finep recebe propostas para inovação em transportes até outubro de 2026
Tecnologia
Close de um microscópio examinando uma lâmina com amostra em ambiente de laboratório.
Microfluídica amplia possibilidades para diagnósticos e terapias em pesquisa biomédica
Tecnologia
Dalmi Defanti
Por que marcas caras podem parecer baratas?
Notícias
ID CTVM
Quando a gestora sai, o fundo continua: o papel da ID CTVM na transição entre gestores
Notícias
Globo Tribuna - [email protected] - tel.(11)91754-6532
  • Home
  • Contato
  • Sobre Nós
  • Notícias
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?